APRESENTAÇÃO

A S.O.S. Falconiformes é uma Associação que detém o título de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e opera somente através de contribuições voluntárias. Fundada no ano de 1997, a organização iniciou suas atividades com o intuito de divulgar, preservar e contribuir com trabalhos e pesquisas direcionados ao sistema biológico das aves de rapina neotropicais, particularmente no leste do Brasil. A entidade realizou até hoje inúmeros trabalhos científicos, levando desta maneira, à comunidade científica e ao público em geral, conhecimento e informações sobre os diversos aspectos relacionados a biologia das espécies brasileiras. Pioneira no desenvolvimento de projetos conservacionistas e em programas de reabilitação de aves de rapina, no Brasil, a entidade busca enquadrar as suas atividades com o meio sócio-cultural na qual está integrada; interagindo ações de cunho técnico-científico com programas de educação ambiental, promovendo a interação e a cooperação do público as causas ambientais. A América do Sul possui uma diversidade biológica incomparável, representando o continente com o maior número de espécies de aves do planeta, abrigando uma extraordinária fauna de rapinantes. Em prol desta riqueza e diversidade que a S.O.S. Falconiformes vem executando com a máxima probidade todos os seus ideais, certos da magnitude e importância de suas atividades pela preservação dos diversos biomas brasileiros.

Nossas Metas:

  • Desenvolver métodos de recenseamento para raptores e outros elementos da fauna neotropical.
  • Inventariar e monitorar as populações de aves de rapina.
  • Coletar dados sobre a biologia e ecologia das espécies brasileiras, como densidade populacional e extensão domiciliar.
  • Determinar o tamanho e a qualidade de habitats florestais e campestres exigidos para manter populações viáveis.
  • Definir programas de gerenciamento para Unidades de Conservação.
  • Desenvolver programas de educação ambiental.
  • Promover o treinamento e a qualificação dos recursos humanos.
  • Iniciar programas de reprodução em cativeiro das espécies em risco.

As crescentes atividades antrópicas que alteram o ambiente, como a fragmentação das diversas paisagens naturais, causam o desaparecimento de centenas de espécies vegetais e animais, colocando em risco eminente de extinção várias espécies de aves de rapina. No entanto, poucos são os estudos promovidos com o intuito de se avaliar as conseqüências dessa influência sobre as diversas espécies ocorrentes em nosso país. As aves de rapina são fundamentais no equilíbrio ecológico, por serem predadoras que ocupam o topo da cadeia alimentar. Consideradas como espécies “chaves”, são essenciais no controle das populações de suas eventuais presas. Para a manutenção de populações viáveis da maioria das espécies de aves de rapina é necessário que se preserve grande parte dos ecossistemas tropicais, sendo essa uma justificativa para o aumento do tamanho de parques e reservas. A sensibilidade de algumas espécies diante das atividades humanas e o fascínio geral que estas aves exercem, as tornam bandeiras ideais para a conservação de habitats ameaçados.