A Unidade de Conservação do Parque Estadual do Rio Doce representa o maior remanescente do bioma da Mata Atlântica no Estado de Minas Gerais e um dos maiores do país, com aproximadamente 36.000 hectares. Considerado como área de fundamental importância para a conservação da Mata Atlântica, o PERD representa uma das mais significativas áreas de proteção para diversas espécies florestais.
Após a finalização do projeto piloto "Diversidade de Aves de Rapina no Parque Estadual do Rio Doce" em 2004, iniciou-se em 2006 a coleta de dados sobre a biologia reprodutiva e densidade populacional das aves de rapina florestais ameaçadas e raras ocorrentes na reserva.
Os dados deste estudo foram coletados entre o período seco de 2006 e a estação chuvosa de 2009. Tais dados fazem parte de uma dissertação de mestrado acadêmico que recebeu ajuda de custo da fundação The Peregrine Fund.
Diferente do projeto piloto, este estudo teve como objetivo a coleta de dados populacionais como estimativas de densidade, territorialidade, biologia reprodutiva e detectabilidade de planadores florestais acima do dossel.
Através de técnicas verticias, 23 árvores emergentes e 10 pontos em morros adjacentes à reserva foram utilizados como pontos de observação, todos com ampla visão das diferentes porções do Parque Estadual.
Este estudo, com extensão para 2009/2010, tem como objetivo, junto ao programa de 2004, a divulgação da importância deste remanescente florestal para com a conservação da biodiversidade regional, preservando táxons ameaçados de extinção a níveis mundial, estadual e nacional. Além disso, o foco tornou-se a avaliação da reserva como um dos refúgios das maiores populações reprodutivamente ativas de determinados táxons em um único fragmento florestal contínuo de Mata Atlântica em MG.